Alguma vez se confrontaram com alguém que perdeu um ente querido, ou com alguém que estava nos últimos momentos da sua vida? Quantos de nós fomos capaz de dizer algo que realmente fizesse alguma diferença?
Para ser honesto, em momentos de "luto", não mais consigo dizer que palavras de conforto que em grande medida nada dizem a quem perdeu tanto. É a nossa forma muito própria que encarar este momentos e que em muito fazem parte da Conspiração do Silêncio. Neste momentos é o silêncio que abarca toda a vida, e só conseguimos dizer banalidades, muitas vezes para desviar a atenção do que realmente se torna importante nestes momentos, o medo de enfrentar o fim da vida.
Nesta, como em outras tantas ocasiões, estamos habituados a fazer muito ruído, a ouvir muito barulho, mas sem que isso se transforme em palavras e comunicação eficaz, porque tudo isto faz parte da mesma conspiração.
O que podemos fazer? Eu costumo sempre dizer, aplicando o velho ditado... Se não consegues vencê-lo, junta-te a ele! Podemos assumir estes momentos com a humildade que é tão necessária, e dizer, que aqui como na nossa vida repleta de sentimentos e sensações, o que sabemos, é que nada sabemos, e oferecer com a nossa presença o silêncio, e mesmo assim sentirmo-nos orgulhosos por sermos derrotados pela sua tamanha força. Em verdade, o ser humano, tem por natureza o instinto de evitar o perigo, o medo, e a forma mais fácil de enfrentar o medo é não enfrentá-lo... E haverá medo maior que a morte, ou não havendo medo da morte, haverá medo maior que o do sofrimento? Mas mesmo aqui, é o silêncio que nos vai dá as respostas, de passarmos a terrível fase da negação e "gritar silenciosamente" Não tenho medo do medo. E é neste momento que que conseguimos a maior das vitórias e vencemos a morte acreditando que nem tudo acaba naquele mesmo segundo.
Obrigado Helena Aitken, que me fazes sentir tão pequeno com as tua espiritualidade e experiência de vida.
sexta-feira, outubro 27, 2006
terça-feira, outubro 24, 2006
Chuva
Era para ter publicado este post, no dia certo, mas era tão óbvio na altura falar sobre isto que seria um verdadeiro pleonasmo abordar este tema...
Gosto do Outono. É para mim a estação favorita do ano. O tempo nem quente, nem excessivamente frio, é o ideal para nos sentirmos em harmonia com o meio ambiente. E nem mesmo a chuva é um impedimento para nos sentirmos bem. De facto, os dias chovosos, representam para mim o momento ideal para reflexão, para me ouvir interiormente, e encontrar um equilíbrio certa medida espiritual. As alterações próprias do Outono, são em muito parecidas com o que muitas vezes se passa connosco. Há alturas da nossa vida em que deixamos caír as folhas velhas, que por breves momentos se tornaram nas mais belas das nossas vidas, para um dia mais tarde recuperar-mos toda a nossa vida e explendor.
É bem verdade que um tempo assim, é propício a depressões, melancolias, tristezas. Mas é com estes sentimentos que mais tiro de mim, que sou mais "produtivo", talvez mesmo, com os quais mais me identifico, porque não sou, nem nunca fui uma pessoa de muita exaltação emocional. Tenho os meus momentos, mas são sobretudo os de introspecção que mais me caracterizam.
Gosto do Outono. É para mim a estação favorita do ano. O tempo nem quente, nem excessivamente frio, é o ideal para nos sentirmos em harmonia com o meio ambiente. E nem mesmo a chuva é um impedimento para nos sentirmos bem. De facto, os dias chovosos, representam para mim o momento ideal para reflexão, para me ouvir interiormente, e encontrar um equilíbrio certa medida espiritual. As alterações próprias do Outono, são em muito parecidas com o que muitas vezes se passa connosco. Há alturas da nossa vida em que deixamos caír as folhas velhas, que por breves momentos se tornaram nas mais belas das nossas vidas, para um dia mais tarde recuperar-mos toda a nossa vida e explendor.
É bem verdade que um tempo assim, é propício a depressões, melancolias, tristezas. Mas é com estes sentimentos que mais tiro de mim, que sou mais "produtivo", talvez mesmo, com os quais mais me identifico, porque não sou, nem nunca fui uma pessoa de muita exaltação emocional. Tenho os meus momentos, mas são sobretudo os de introspecção que mais me caracterizam.
quinta-feira, outubro 19, 2006
O tótó
Sou mesmo um nabo! Ontem, quando estava a cumprir mais um acto burocrático, dos muitos que se repetem, nesta fase de inscrições em tudo e mais alguma coisa, fiz asneira (com M grande, como diria o "chinês"). Como não respeitei na íntegra os conselhos do mesmo site, mantive as janelas pop-up bloqueadas. Essas chatas que se abrem espontaneamente nos momentos mais inoportunos, apesar de não ser este o caso... Ora, o que aconteceu, foi que fiz não uma, mas duas inscrições para o mesmo efeito, com os mesmos dados, unicamente com login diferente! Sou mesmo um nabo.
Estou mesmo a ver a malta do funcionalismo público que descobriu o computador recentemente, a dizer: "Olha este nabo, que não entende nada de computadores, está tão ansioso por trabalhar, que até se inscreveu duas vezes...". O que vale, é que já lhes mandei um mail a advertir para esta embrulhada! Acreditem, não é para auferir de dois ordenados, mas agora que penso nisso, até seria boa ideia trabalhar em dois hospitais. No mesmo dia, estar em Faro e Bragança. Vou clonar-me, ou digitalizar-me para uma representação virtual do meu EU, apara ajudar a acabar com a "alegada" falta de médicos no interior português! Não significa que o país teria o médico mais indicado, mas no estado da situação, qualquer "asneira" (ver em cima) como um tótó como eu serviria, desde que não fosse para piorar.
Estou mesmo a ver a malta do funcionalismo público que descobriu o computador recentemente, a dizer: "Olha este nabo, que não entende nada de computadores, está tão ansioso por trabalhar, que até se inscreveu duas vezes...". O que vale, é que já lhes mandei um mail a advertir para esta embrulhada! Acreditem, não é para auferir de dois ordenados, mas agora que penso nisso, até seria boa ideia trabalhar em dois hospitais. No mesmo dia, estar em Faro e Bragança. Vou clonar-me, ou digitalizar-me para uma representação virtual do meu EU, apara ajudar a acabar com a "alegada" falta de médicos no interior português! Não significa que o país teria o médico mais indicado, mas no estado da situação, qualquer "asneira" (ver em cima) como um tótó como eu serviria, desde que não fosse para piorar.
Mais um degrau subido para a velhice.segunda-feira, outubro 16, 2006
Liberdade
A minha mãe que está a dar, diariamente, grandes passos no Mundo virtual da Internet, e sorrateiramente visita o meu blog. Diz-me que está preocupada com o grau de intervencionismo social e político de alguns dos meus posts! Diz que um dia ainda vou ser descoberto pelo Governo e que irei preso pelo que critico e digo. Imagens vestigiais de muitos anos a viver na opressão de um regime totalitarista...
Ora, eu não faço mais, do que exercer o meu direito de liberdade de expressão, e não me torna muito diferente de um deputado da nação que critica um outro, só por criticar! Pois é... Tornei-me um pouco naquilo que abomino. Mas é a liberdade de crítica que alerta esses "animais" políticos saciosos de poder que algo está mal e estimula o empreendimento de mudanças. Faria críticas construtivas, se houvessem políticos responsáveis, honestos e honrosos, dignos de uma boa crítica.
Mas nos próximos tempos escreverei, sobre os passarinhos do céu, os peixinhos no mar, só para tranquilizar a minha mãe.
Finalizo hoje, com uma frase que vi "cravada" numa parede, algures em Lisboa, desde, provavelmente, o 25 de Abril de 1974...
Ora, eu não faço mais, do que exercer o meu direito de liberdade de expressão, e não me torna muito diferente de um deputado da nação que critica um outro, só por criticar! Pois é... Tornei-me um pouco naquilo que abomino. Mas é a liberdade de crítica que alerta esses "animais" políticos saciosos de poder que algo está mal e estimula o empreendimento de mudanças. Faria críticas construtivas, se houvessem políticos responsáveis, honestos e honrosos, dignos de uma boa crítica.
Mas nos próximos tempos escreverei, sobre os passarinhos do céu, os peixinhos no mar, só para tranquilizar a minha mãe.
Finalizo hoje, com uma frase que vi "cravada" numa parede, algures em Lisboa, desde, provavelmente, o 25 de Abril de 1974...
Democracia. Liberdade de sermos escravos de quem quisermos.
sábado, outubro 14, 2006
Fuga de Cérebros
Com o acordo celebrado entre Massachusetts Institute of Technology e o Estado Português, tem-se falado novamente, na fuga de cérebros do nosso país de forma a garantir uma qualidade superior na investigação e desenvolvimento científico.
Mas não é propriamente para falar da "fuga de galinhas" que escrevo este post. Não será novidade nenhuma que este mesmo acordo daqui a um par de anos não promova nenhuma fixação de génios em Portugal, porque se não for a falta de estruturas, será a falta de publicação científica de referência.
Ora, se há fuga de cérebros do nosso país, também é mais verdade que há muita boa gente descerebrada que por cá ficou. Sobretudo nessa classe privilegiada da nossa sociedade, os políticos, tanto ditos de direita como de esquerda. A grande maioria age por instinto, irreflectidamente, como se não possuísse esse instrumento da evolução, o cérebro. No seu par de gânglios nervosos só conseguem encontrar maneira de avolumar dividendos nos seus próprios bolsos, cortando nos bolsos, de quem precisa de sobreviver, acentuando assimetrias sociais. São reformas mais baixas para quem trabalhou mais de 50 anos da sua vida (quando eles têm a sua "merecida" reforma após 8 anos de "árduo" trabalho), são ordenados mais reduzidos (quando os deles só têm uma orientação, o crescimento), são taxas e mais impostos, na saúde, educação, alimentação.
Se começarem a fixar "cérebros" no nosso país, por favor não se esqueçam de se fixar alguns deles nos cargos de administração pública.
Mas não é propriamente para falar da "fuga de galinhas" que escrevo este post. Não será novidade nenhuma que este mesmo acordo daqui a um par de anos não promova nenhuma fixação de génios em Portugal, porque se não for a falta de estruturas, será a falta de publicação científica de referência.
Ora, se há fuga de cérebros do nosso país, também é mais verdade que há muita boa gente descerebrada que por cá ficou. Sobretudo nessa classe privilegiada da nossa sociedade, os políticos, tanto ditos de direita como de esquerda. A grande maioria age por instinto, irreflectidamente, como se não possuísse esse instrumento da evolução, o cérebro. No seu par de gânglios nervosos só conseguem encontrar maneira de avolumar dividendos nos seus próprios bolsos, cortando nos bolsos, de quem precisa de sobreviver, acentuando assimetrias sociais. São reformas mais baixas para quem trabalhou mais de 50 anos da sua vida (quando eles têm a sua "merecida" reforma após 8 anos de "árduo" trabalho), são ordenados mais reduzidos (quando os deles só têm uma orientação, o crescimento), são taxas e mais impostos, na saúde, educação, alimentação.
Se começarem a fixar "cérebros" no nosso país, por favor não se esqueçam de se fixar alguns deles nos cargos de administração pública.
O país precisa urgentemente de "cérebros"
sexta-feira, outubro 13, 2006
Sexta-feira 13
Hoje é sexta-feira 13. Dia que muitos acreditam de azar, de superstições... Mas onde começou toda esta crença? Quem leu o Código de Da Vinci, ficou a saber que foi o dia em que os clérigos da ordem militar-religiosa dos Templários, começaram a ser perseguidos por toda a Europa, levando-se a cabo, uma verdadeira "limpeza política".
Mas na verdade, sorte ou azar, não passam de "macaquinhos" que cada um de nós põe na cabeça. É sim, o resultado de um dia mais ou menos feliz, do empenho que colocamos nos nossos actos. Mas como diz o sábio povo: "Não acredito em bruxas, mas que as há, há!". E normalmente há sempre um fundo de verdade nestes ditados...
Mas na verdade, sorte ou azar, não passam de "macaquinhos" que cada um de nós põe na cabeça. É sim, o resultado de um dia mais ou menos feliz, do empenho que colocamos nos nossos actos. Mas como diz o sábio povo: "Não acredito em bruxas, mas que as há, há!". E normalmente há sempre um fundo de verdade nestes ditados...
Sorte e azar são fruto do acaso.
Nobel da Paz
O prémio Nobel da Paz é mais um de muitos paradoxos que existem no pequeno mundo azul.
É histórico que Alfred Nobel ficou rico e famoso por desenvolver um explosivo, a Dinamite, facto que por si só, vai contra uma vivência pacífica. Paradoxalmente, o mesmo Alfie, que criou uma arma tão destrutiva decidiu nos anos finais da sua vida entregar a sua fortuna para distinguir as pessoas que no mundo promovessem o desenvolvimento da humanidade, nomeadamente na sua dimensão pacífica.
Ao longo da nossa história global, tanto antes, como sobretudo após Nobel, vários indivíduos, como nações alegaram, que com o desenvolvimento de armas cada vez mais potentes e destrutivas, que virtualmente transformariam o mundo azul em cinzento, estavam a promover a paz. O que estas pessoas sempre negligenciaram é que nunca na história mundial se conseguiu estabilidade e crescimento através de políticas do terror, de ameaça bélica.
Mas nos dias de hoje, o que realça da iniciativa de Nobel, não foi o seu génio empreendedor e de desenvolvimento técnico-científico, mas a sua coragem no incentivo a movimentos e filosofias de Paz e desenvolvimento sustentável, que procurassem dar às nações, um futuro estável de harmonia entre povos, pondo de parte guerras e o recurso a armas em detrimento do recurso a diálogo e consensos. É na perseguição de este objectivo, que cada ano é galardoado com o prémio Nobel da Paz, um indivíduo ou instituição que pela sua presença, acção ou intervenção, oferece um sonho a gerações futuras, para que se possa um dia, em cada lugar e em cada segundo, viver harmoniosamente. Nem que para tal se entre em mais alguns paradoxos...
É histórico que Alfred Nobel ficou rico e famoso por desenvolver um explosivo, a Dinamite, facto que por si só, vai contra uma vivência pacífica. Paradoxalmente, o mesmo Alfie, que criou uma arma tão destrutiva decidiu nos anos finais da sua vida entregar a sua fortuna para distinguir as pessoas que no mundo promovessem o desenvolvimento da humanidade, nomeadamente na sua dimensão pacífica.
Ao longo da nossa história global, tanto antes, como sobretudo após Nobel, vários indivíduos, como nações alegaram, que com o desenvolvimento de armas cada vez mais potentes e destrutivas, que virtualmente transformariam o mundo azul em cinzento, estavam a promover a paz. O que estas pessoas sempre negligenciaram é que nunca na história mundial se conseguiu estabilidade e crescimento através de políticas do terror, de ameaça bélica.
Mas nos dias de hoje, o que realça da iniciativa de Nobel, não foi o seu génio empreendedor e de desenvolvimento técnico-científico, mas a sua coragem no incentivo a movimentos e filosofias de Paz e desenvolvimento sustentável, que procurassem dar às nações, um futuro estável de harmonia entre povos, pondo de parte guerras e o recurso a armas em detrimento do recurso a diálogo e consensos. É na perseguição de este objectivo, que cada ano é galardoado com o prémio Nobel da Paz, um indivíduo ou instituição que pela sua presença, acção ou intervenção, oferece um sonho a gerações futuras, para que se possa um dia, em cada lugar e em cada segundo, viver harmoniosamente. Nem que para tal se entre em mais alguns paradoxos...
"A pena é mais forte que a espada."
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