Ninguém tem 100% de certeza, seja do que for. Se a vida fosse estatística matemática, estaríamos continuamente a calcular probabilidades perante as várias opções, com as quais somos diariamente confrontados. Como se reduzíssemos as nossas decisões ao risco médio de se acertar no que está certo e errado.
E é essa possibilidade de erro, associado a um desvio padrão, que nos faz hesitar no assumir do que é o caminho mais certo para nós. Mesmo quando em todo o cálculo ou calculismo, temos uma certeza de 99% de estarmos certos, é esse insignificante 1% que passa a dominar toda a nossa vida. O medo do erro, da incerteza, de falhar, torna-se de uma dimensão tal, que não abafa a (o intervalo de) confiança de se estar certo. E vive-se obcecado por tentar abolir a dúvida que nos consome totalmente, nesse peso maior que tem 1 em relação ao mais leve 99.
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