No meio do Outono em que os dias vêem cair as folhas de uma árvore, revelando a nudez da sua essência, parece que vemos cair os pedaços moribundos de um plano que falhou.
Mas eu vejo algo diferente, a possibilidade de um renascimento, onde deixas para trás o peso que em nada já te acrescenta, para teres a força e o espaço para voltares a florir de novo.
As perdas tornam-nos hesitantes nos passos que damos, mas mesmo aí conseguimos ser luz e coragem para quem quer dar os seus, pois nem sempre está tudo bem e está tudo bem ser assim ao aceitar a mudança.
E em ti, sente-se a força silenciosa que te faz erguer todas as manhãs, mesmo quando a vida pesa. E és prova viva e bonita de que é possível continuar, mesmo sem saber onde o caminho te leva. Por mais que a dor aperte, não deixes de ser quem és, não te feches, não te endureças. A tua sensibilidade não é uma fraqueza, é sim, a ponte pela qual a tua alma se reconecta com a vida e iluminas o coração de que nem imaginarias. E isso faz de ti um ser único e extraordinário.
Em cada nova etapa, que irás escrever nas tuas próprias palavras, nunca duvides do que mereces, nem permitas que te façam duvidar, pois o fim de uma história não dita o teu valor. E mesmo quando os planos não dão certo, nunca te esqueças de que o único propósito da vida é seres feliz.
Caminha com calma, respira cada recomeço e confia no tempo. O que é para ti, a ti chegará.


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