quarta-feira, janeiro 09, 2008

Ralham as comadres...

Como é curioso e até engraçado, o mundo esquizofrénico da política. Tudo é silêncio quando entre os dois maiores partidos tudo está de acordo. Ora toma lá um tacho para ti, ora fica outro a seguir para mim, resultando um silêncio absurdo desta equação quase matemática. E até parece ter algum sentido democrático, esta divisão equitativa dos tachos… O problema é que o país não é só PS e PSD, nem restantes partidos, e suas respectivas vontades políticas, que em tantas ocasiões atropelam direitos, deveres, instituições e acima de tudo, o respeito pela população fora do "sistema".
E é quando por questões, na minha opinião, menores e em que o natural seria não haver envolvimento político, como o assumir de liderança de instituições privadas, que se descobre esta verdade, que se conhece desde sempre, mas que se ignora por tão obscura tentar ser, e se compreende a fundo como esta oligocracia funciona.
É de facto lamentável ver pessoas, que deviam ser exemplo de dignidade e patriotismo, razão pela qual todos os que se sentissem vocacionados seguissem uma carreira política, e até porque não, "profissional" e servir os interesses do país ao invés, de se usarem de uma posição privilegiada do "passa por cima de tudo" para servirem os seus mesquinhos próprios interesses.

...descobrem-se as verdades!
(ditado popular)

terça-feira, janeiro 08, 2008

Mãe só há uma!

Para celebrar mais um aniversário da minha querida mãe, aqui vai uma pequena e velha história para mostrar a unicidade dessa pessoa pela qual entrámos na nossa vida, pelos qual rimos pela primeira vez, pela qual criámos uma dependência para a vida!

A professora mandou fazer uma breve composição para o dia seguinte sobre o tema "Mãe, só há uma". Na aula seguinte pediu a três alunos para a lerem.
Luisinho: - "Quando eu era mais pequeno, fui passear com a minha mãe e então ela parou para ver uma montra e eu atravessei a estrada sem olhar. Veio um carro e quando estava quase a ser atropelado, a minha mãe salvou-me. Mãe, só há uma!"
- "Muito bem, Luisinho!", exclama a professora.
Pedrinho: - "A semana passada fui com a minha mãe à praia e fui tomar banho ao mar. Veio uma onda e arrastou-me. A minha mãe foi a correr buscar-me e salvou-me. Mãe, só há uma!"
- "Óptima, Pedrinho!", reforça a professora. “E agora tu Joãozinho."
Joãozinho: - "Eu ontem estava em casa a fumar um charro e a ver um filme pornográfico com a minha mãe. Ela pediu-me para ir buscar duas bejecas ao frigorífico, uma para mim e outra para ela. Fui lá. Mãeee?! Só há uma!!"

Amo-te muito Mãe!

segunda-feira, janeiro 07, 2008

E lá vais outra vez...

Partiste. Voltaste para casa, que se torna mais tua, cada vez que decides voltar.
Tinhas vindo somítico, com a cabeça por lá e todo este tempo contigo tentei fazer-te esquecer Munique, fazer esquecer o que lá pensaste deixar. E, apesar das frequentes recaídas, pensei ter conseguido atenuar a tua dor.
Ficava triste sempre que dizias, a quem perguntava, que irias ficar para sempre por lá, mas como te amo muito, só tenho que te compreender, e ficar feliz por te sentires feliz. Ficarei, sempre que fores, na esperança de uma visita que não tarde muito.

Boa viagem, meu irmão!

domingo, janeiro 06, 2008

Olha que lata!

Que situação, no mínimo engraçada!
A minha mãe, que me está sempre a dizer para ter cuidado com o que escrevo, para ponderar bem as palavras que ponho no blog, que ela lê à revelia, vem-me pedir agora para fazer uso dessas mesmas palavras para lhe escrever uma espécie de nota informativa sobre a festa de final de período da escolinha, para o jornal local...
Ora até aqui, para além da lata em pedir os "meus recursos" para seu benefício e de eu até recordar agradavelmente os tempos em que fui um bocadinho jornalista no "Frontal", para além de tudo isso, o mal é que eu não estive na dita festa. E como fazer a cobertura jornalística de um acontecimento que não presenciei?
Mas, para não defraudar expectativas, sobretudo da minha mãe, lá comecei com ideias gerais, comuns a tantas outras festas, recordando as minhas dos tempos de escola primária. E feita a fraude, e com o agrado da minha mamã, lá me voltei eu para a minha escrita, mais verdadeira, de "festas" que eu me farto de viver e presenciar...

Por ti mãe, até invento o Mundo!

sábado, janeiro 05, 2008

Terra molhada

Como é agradável o cheiro da terra seca molhada pela primeira vez, o murmúrio das lágrimas divinas que a alimentam o chão sedento, o beijo aquoso da chuva que toca delicadamente o pó, trazendo vida.

E apesar de não ser o que se passa nesta altura do ano em que estamos, foi igualmente agradável voltar ao trabalho no campo, sentir o seu contacto próximo, a sua presença trabalhosa, mesmo sob a queda constante dessa "chuvinha molha-tolos", e de um frio que faz parar os dedos, as mãos o corpo e que convida mais a um saboroso ficar por casa.
Mas como trabalho nunca fez mal a ninguém, é sempre mais reconfortante o regresso a casa, um banho quente que parece saído do paraíso, que com suavidade nos massaja cada um dos grupos musculares e deixa a pele sedosa e a deliciosa lareira que parece aquecer mais a alma que o corpo e lhe renova a força para continuar a viver.

Já fazia falta a vida, já fazia falta a chuva...

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Ano Comum

Com mais uma circular que caiu lá de cima do ministério, aos trambolhões como tantas outras e que nem se sabe bem até que ponto se deve levar a sério, ficámos a saber que o Ano Comum, afinal só acaba no dia 31 de Janeiro...
Como diria um grande amigo e com imensa sapiência do dicionário, comum do latim commune, como adjectivo, "normal, trivial, vulgar" ou como substantivo masculino, "o geral, a maioria, a vulgaridade".
E para confirmar o carácter perfeitamente vulgar e incomum deste ano, que começou tarde e sem qualquer organização, e onde ainda fomos rotulados de "jovens... irreverentes...", unicamente pela vontade expressa de enquanto médicos querer contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população portuguesa e lutar por um acesso universal a todos os cidadãos e garantir uma eficiente cobertura em recursos humanos ao nível dos cuidados de saúde.
Enfim... já se espera tudo de ministros e secretários que sem qualquer sensibilidade decidem como ditadores sobre a saúde nacional e fazem ouvidos moucos às verdadeiras necessidades nacionais.

"Seria importante que os Portugueses percebessem para onde vai o País em matéria de cuidados de saúde."
Mensagem de Ano Novo do Presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva de 2008

terça-feira, janeiro 01, 2008

2007

Com o primeiro dia do ano e com a "loja fechada", podia ficar aqui horas a fazer um balanço daquele que foi o ano que passou. Mas não o irei fazer...
Não falarei como foi o meu primeiro ano de trabalho, porque foi comum, como o Ano Comum que foi. Não falarei de amores e desamores, porque este ano deu para tudo, para cisões de anos e até para uma fase de estúpida superficialidade. Não falarei de coincidências, porque bendito seja o número 7 tal como o do ano que passou, porque me trouxe muita infeliz Felicidade. Não falarei das tristezas nem das alegrias deste ano e que foram tantas. Não falarei das decisões que acabaram por dar um rumo à minha vida, nem das outras que nada a modificaram.
Não vou falar de nada disso, porque com acabar de 2007 fechou-se um ciclo da minha vida e com o novo ano que agora começa, quero recomeçar uma nova vida, nem que seja com os problemas antigos, mas que espero agora com determinação renovada conciliar, porque resolver sei que, para grande parte deles, não está ao meu alcance.

Bom Ano Novo de 2008 a todos!