Da série ficção de... um psicótico que pensa que consegue ser escritor.
Mais um breve conto erótico, que parece produzido a papel químico de todos os restantes. A escrita corre pelos dedos de acordo com as vivências de quem as produz, alterando os contornos das palavras com os devaneios e ilusões próprias da mente.
Conteúdo para....
Adults only
Com o pretexto de uma formação conjunta em Lisboa, os dois amantes partiram numa viagem, movidos pela mesma vontade de fuga. Conduziram por estradas secundárias até encontrarem um refúgio intocado pela civilização. Uma praia deserta, entalada entre arribas monumentais da serra de Sintra e com uma vegetação selvagem que parecia protegê-los do resto do mundo.
O cenário era de uma beleza crua e imponente. O vento marítimo trazia o cheiro a sal e a estevas, e o som das ondas a rebentar na areia dourada preenchia o espaço com uma cadência hipnótica. Não havia uma única pegada além das suas. A imensidão do oceano à frente e as escarpas cinzentas atrás criavam uma moldura de absoluto isolamento. Ali, a natureza exibia uma liberdade sem regras, a mesma liberdade que os dominava por dentro.
Caminharam de mãos dadas até ao centro do areal, onde a brisa lhes tocava o rosto. Sem o peso dos casamentos, da rotina e dos uniformes do hospital, a necessidade de fusão física tornou-se imediata. Começaram por despir-se devagar, deixando que o ar fresco da praia lhes arrepiasse a pele. Ele viu a lingerie que lhe tinha oferecido em segredo e como esta lhe realçava os contornos do corpo que lhe aumentava o tesão de um desejo expresso de toque. Foi-lhe retirando a pouco e pouco cada peça enquanto a beijava no ombro e depois no umbigo, expondo-lhe o corpo nú à luz intensa e direta do sol.
Ele admirou-a, contrastada contra a imensidão azul, as suas ancas generosas, o peito farto que subia e descia com a respiração acelerada, numa nudez perfeita integrada naquela paisagem indomável. Ela aproximou-se, colando o seu corpo quente ao dele, sentindo o contraste do pénis dele, crescido, rígido e pulsante contra a sua barriga. Os beijos que trocavam souberam a sal e a urgência.
Deitaram-se sobre uma toalha estendida na areia morna. O calor do sol combinava-se com o calor que emanava dos seus corpos. Ele explorou com os seus lábios e com o toque sensível dos seus dedos cada pedaço dela. Já a conhecia e sabia de cor, o que mais apreciava e o que a deixava louca de prazer. As carícias com os dedinhos marotos nos seus lábios inferiores, enquanto lhe beijava o pescoço, o lamber suave dos mamilos enquanto lhe agarrava as nádegas firmes e o sentir da pele num arrepio maior do que o da brisa fria do mar. Arrebataram-se por momentos em beijos húmidos, num frenesim de duas línguas que se saboreavam mutuamente.
Com um desejo crescente, impossível de controlar, ele ajoelhou-se entre as pernas dela, abrindo-as para a imensidão do mar e para os seus próprios olhos. A humidade dela brilhava à luz do dia, um convite carnal impossível de resistir. Baixando o rosto, ele entregou-se a explorar os contornos suaves da cona dela com a língua. O toque rítmico no clitóris, perfeitamente visível na claridade da praia, arrancou-lhe os primeiros gemidos ecoantes, que se misturavam com o clamor das ondas. Ela arqueava as costas, cravando as mãos na areia fina, rendida àquela carícia húmida e persistente sob o céu aberto, até que um espasmo violento a fez tremer por inteiro, celebrando o primeiro orgasmo do dia.
Sem que o transe se quebrasse, ele ergueu-se, exibindo a sua piça completamente erecta, latejando e a escorrer de desejo. Posicionou-se e, com um empurrão firme e contínuo, penetrou-a por completo. O impacto térmico daquela entrada apertada e quente arrancou um grito agudo nela, um som de pura libertação que se perdeu na imensidão da praia.
O ritmo que se seguiu foi selvagem como a paisagem que os rodeava. A cada estocada profunda, os corpos colidiam com força, produzindo o som húmido da paixão carnal que competia com o sussurro do mar. Ele segurava-lhe as ancas com firmeza, levantando-as ligeiramente para que a sua penetração fosse ainda mais funda, sentindo as paredes vaginais dela a apertarem-no a cada investida.
— Fode-me... aqui, onde ninguém nos pode ver... quero que te venhas dentro de mim e me enchas a cona... — pediu ela, com a voz embargada pelo prazer, cruzando as pernas à volta das costas dele para o prender dentro de si.
O sol dourava-lhes a pele suada, e alguns grãos de areia colavam-se aos seus corpos em movimento, aumentando a crueza daquele ato. O prazer era amplificado pelo cenário proibido e pela vastidão do horizonte. A cada empurrão, ele sentia a rigidez do seu pénis ser levada ao limite pela lubrificação abundante dela. O clímax aproximou-se com a força de uma maré cheia. Com investidas rápidas, curtas e profundas, ele descarregou o seu esperma quente no fundo da vagina dela, no mesmo momento em que ela se contraía num segundo orgasmo intenso, prendendo-o firmemente no seu interior.
Ficaram deitados, colados um ao outro, com o suor a secar ao vento marítimo, o leite dele a escorrer lentamente da cona dela e os corações a acalmarem ao ritmo das ondas. Beijaram-se com paixão, olharam-se profundamente até vislumbrar a alma e contemplaram o céu e a linha do horizonte, sabendo que, embora o destino e as realidades das suas vidas os esperassem além daquelas arribas, naquele dia e naquela praia deserta, eles tinham sido tão livres e selvagens como a própria natureza.
