Lembra-te sempre de que a tua vida é um livro escrito apenas pela tua própria mão, e a sua leitura só a ti te diz respeito.
Não curves os teus ombros sob o peso de justificações que não deves a ninguém, nem permitas que o mundo exija explicações para os passos que escolhes dar ou para as decisões que tomam morada no teu coração. O teu caminho é sagrado e inteiramente teu.
O tempo corre como um rio, mas é finito, e tu precisas de cada gota desse tempo para ti e para os teus. Não desperdices um segundo que seja, nem um único sopro de energia, em caminhos que não te trazem paz, em laços que não te abraçam ou em direções que nada acrescentam à tua alma. Guarda o teu tempo como um tesouro precioso.
Não queiras carregar nos teus braços os problemas do mundo, nem as dores e fardos que pertencem a outros. O teu coração é um porto de abrigo, sim, mas não pode ser sempre um depósito de tempestades alheias. Caminha mais leve, reconhecendo a beleza imensa e libertadora dos teus próprios limites e das tuas escolhas.
Aprende a amar a tua própria voz quando ela escolhe recolher-se em ti. Está tudo bem em dizer "não", com serenidade e sem qualquer preâmbulo ou desculpa. Esse não ao que te desgasta, que te consome ou em que nada te acrescenta é, na verdade, o sim mais bonito e corajoso que podes dar a ti mesma. Segue em frente, de cabeça erguida, porque o teu único dever é seres fiel à tua própria luz.


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