Começou a funcionar um sistema de recolha de garrafas de plástico e alumínio, que já tinha conhecido há muitos anos atrás na Alemanha, onde o meu irmão vive há uns valentes 20 anos (como o tempo passa tão rápido). É assim que o nosso país se quer comparar com os parceiros do centro e norte europeu, mas sem a adequada equivalência remuneratória.
E para não perder os preciosos 10 cêntimos que cada embalagem tem de tara, vejo-me recorrentemente a transportar garrafas de água vazias até casa, depois de uma dispendiosa e farta refeição fora. Como se os 20 ou 30 cêntimos, fossem uma compensação justa de toda a despesa em comida, tal sovina, que não abdica de poupar todo e qualquer centavo, na ilusória intenção de vir a enriquecer um dia. Há dias vi-me mesmo a levar para casa 3 garrafas perdidas no chão, só pelo valor do depósito.
Empreendedorismo seria, abandonar de uma vez por todas a Medicina e andar a recolher todos os vasilhames perdidos por aí. Isso sim, seria obra, ofuscada pela falsa intenção de um green wash de recolha selectiva de resíduos no bem maior de proteção ambiental, só que pago a cêntimo de ouro.

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